
Em documentos já disponíveis na internet, podem-se ver alguns detalhes sobre o processo que vai render história, caso não seja resolvido extrajudicialmente. Nos papeis constam que Raymone Bain foi contratada como publicitária e porta-voz do cantor em dezembro de 2003. Logo em maio de 2006 foi promovida para general manager da Michael Jackson Company, no contrato consta que Bain receberia 10% dos acordos que firmasse para Michael Jackson.
Há também nos documentos a enumeração das inúmeras funções exercidas por Raymone Bain para Michael Jackson, dentre elas citam: contratar managers que cuidariam dos seus assuntos artísticos, contratar e organizar reuniões com músicos, compositores, produtores, etc., contratar equipes contábeis e legais, supervisionar uma auditoria das finanças de Jackson, fazer os pagamentos do cantor, encarregada de suas mudanças, seguros, viagens, segurança, pagamento de empregados de Neverland e Hayvenhurst, foi incumbida por Michael para levar as petições da Warner/Chappell Music para usar o catálogo MiJac (que criaram mais de 10 milhões de dólares de ingressos anuais), supervisionou os contadores encarregados das queixas dos funcionários de Neverland, encarregada do pagamento a todo o tipo de pessoa da segurança, agentes de viagem, advogados, contadores, assessores, dançarinos, músicos, dentre outros, coordenou 6 equipes jurídicas para os casos que não tinham sido devidamente efetuados sobre a perda de parte do catálogo Sony/ATV. E a partir de dezembro de 2006 encorajou o cantor a participar do projeto “Thriller 25th: Anniversary Edition” e trabalhou junto a Sony nas ideias, marketing e promoção do projeto e negociou a participação de Michael no Grammy 2008.
Foi em meados de 2007 quando começou as negociações com a AEG Live para firmar um acordo que incluiria os assuntos de Neverland, projetos de gravação e filmes, além de concertos no O2 Arena de Londres. Estas transações duraram mais de um ano, e pessoalmente ela se reuniu com o pessoal da AEG em numerosas ocasiões, Michael sempre presente também. Reuniu-se com a equipe da AEG para estudar o interesse de Michael em produzir filmes, projetos como Pharaoh Tutankhamun “King Tut”, “Thriller” e IGC Animation. Contratou e organizou o Financial Advisory Board formado por 6 membros, para ajudar na refinanciação e salvar sua parte do catálogo ATV. A totalidade da refinanciação terminou antes do fim de 2007 e teria rendido 25 milhões de dólares para Jackson. Depois disso, Michael compensou a todos os membros da equipe formada para esse assunto, exceto Bain e outra mulher do grupo. A partir daí, Michael começou a distanciar-se e não comunicar-se com tanta frequência com ela. Jackson não respondeu aos chamados de Bain para falar sobre seus pagamentos e outros assuntos de negócios. Meses depois da última vez que ela falou com Michael, este firmou um acordo com a AEG. Segundo Randy Phillips da AEG, acordo este que poderia render até 400 milhões de dólares para Michael Jackson.
por Bruno Fahning
Fonte: LeslieMJHu